
Encontros de Arte Moderna: Sábado da Criação. Curitiba, 1971. Arquivo: Ana González & Key Imaguirre.
Do lado esquerdo, ao fundo, a Igreja do Senhor Bom Jesus. Cavalos e carroças, uma espécie de trincheira e, sobre ela, alguém em pé observa a movimentação dos homens e animais lá embaixo. Curitiba ontem, há aproximadamente 70 anos atrás.
Alguém se foi nesse dia. Observe as crianças, especialmente a que se encontra no lado direito da foto, com as mãozinhas para trás, e o chapeuzinho respeitoso na cabeça.
Braz Hotel, carrões estacionados... E uma dama atravessando calmamente a rua deserta, sob o olhar do cavalheiro plantado do lado direito da foto.
No primeiro plano as floreiras, no do meio o bondinho, e lá no fundo o palácio. Quem está em baixo do orelhão ?
Fábricas, restaurantes, bares... Pela sujeirinha no chão, a corrente provavelmente foi erguida para evitar que eventuais descuidados pissassem em cima de algum cimento fresco, recém aplicado na rua. Ou será que não é isso ?
Duelo entre Gordinis e Carreteiras nas ruas da cidade. Observe a distância entre os carros e a platéia.
1910. Meio grego na parte esquerda. Meio romano na direita. Era assim ontem, há quase cem anos atrás.
Rua Nunes Machado esquina com 7 de Setembro. O pessoal pintando faixas para os curitibanos atravessarem as ruas com segurança. Observe a limpeza. Nem um toco de cigarro no chão, papel de bala, nada. Curitiba é o que é não é de hoje.
Alegria da "piazada" -- e de muitos adultos também. Melhor ainda que as balas eram as figurinhas que vinham junto com elas. Até hoje tem gente atrás de muitos desses Zéquinhas de papel. Que embora tenham tomado chá de sumiço, ainda continuam vivos como nunca na imaginação de milhares de curitibanos. Viva os Zéquinhas !
Década de 60. Nessa época as famosas "Carreteiras" acabaram tendo que tirar o chapeu para os Gordinis. Tamanho não é documento, e os gordininhos deitaram e rolaram na reta final.
Curitiba sediou as primeiras corridas de Motocross do país. O pega era pra valer e os curitibanos nunca negaram fogo. Brava gente ! (Atente para o detalhe das mochilas penduradas nas árvores. Ontem não tinha problema nenhum, mas se fosse hoje...)
1940. Muitas árvores e horizonte limpo, Curitiba ontem era assim. E os prédios ao fundo... Alguém sabe o nome ?
Década de 60. A menor avenida do mundo. Nessa época, os cines Palácio e Avenida bombavam de gente, enquanto a Firestone e a Martini se espreguiçavam ao sol, alguns metros acima da cabeça dos curitibanos. E tinha de tudo: Jeep, Rural, Fusca, Lambreta ... Só não tinha bafômetro.